biblio.lab 2011

[texto retirado do site da VI Semana Biblio ECA/USP]

ciclo de palestras de curta duração feita pelos próprios alunos (e também ex-alunos), sobre algum assunto que eles dominam, uma ideia que acreditam, um projeto que participam ou uma experiência pela qual passaram.

foi inspirado no projeto TED [sigla de Tecnology, Entertaiment e Design], que é um ciclo de palestras que acontece uma vez por ano na Califórnia, onde cada palestrante tem 15 minutos para mostrar a sua “idéia para se espalhar”. 

 

Agamenon Picolli Leite – “Escrita colaborativa on-line: mudando os processos de publicação acadêmica?”

 

Barbara Júlia Menezello Leitão – “Bibliotecários e censura: reflexões”

 

Fábio Fernandes de Albuquerque – “Divulgação científica e cidadania”

 

Otávio Rosatto – “Recuperação e descoberta de músicas na cultura digital”

 

Paloma Altran – “A coordenação de eventos como aspecto complementar à formação do profissional da informação”

 

Patrícia Cristina Oliveira – “Bibliotecas escolares: o bibliotecário, seu papel e as urgências do tema”

 

Robinson Almeida – Texto didático e hipertexto instrucional como conteúdo de acesso aberto em texto-papel, blog e livro didático digital nos vários espaços, tempos e contextos”

 

Rodrigo da Costa Aglinskas – “Seleção e censura em bibliotecas”

 

Vagner Rodolfo da Silva – “Biblioteconomia e política: luta de classes, acesso à informação e cidadania”

 

Roberta Gravina – “Relato de experiência: o primeiro ano da monitoria científica da FaBCI/FESPSP”

 

--

 

parabéns aos palestrantes, e a toda equipe envolvida: Paloma Santos, nossa eterna perfeita promoter, aos novat@s mas engajad@s Amanda Andrade, Tatiana Câmara, Guilherme Gomez, Laura Passos, Cinthia Vieira, Felipe Salles, Beatriz Araújo e aos já velhos de guerra mas muy jovens de coração Patricia Oliveira, Anita Santos, Solange Alves Santana, Fábio Fernandes de Albuquerque e Robson Ashtoffen

biblio.lab 2011

[texto retirado do site da VI Semana Biblio ECA/USP]

 

ciclo de palestras de curta duração feita pelos próprios alunos (e também ex-alunos), sobre algum assunto que eles dominam, uma ideia que acreditam, um projeto que participam ou uma experiência pela qual passaram.

foi inspirado no projeto TED [sigla de Tecnology, Entertaiment e Design], que é um ciclo de palestras que acontece uma vez por ano na Califórnia, onde cada palestrante tem 15 minutos para mostrar a sua “idéia para se espalhar”. 

 

Agamenon Picolli Leite – “Escrita colaborativa on-line: mudando os processos de publicação acadêmica?”

 

Barbara Júlia Menezello Leitão – “Bibliotecários e censura: reflexões”

 

Fábio Fernandes de Albuquerque – “Divulgação científica e cidadania”

 

Otávio Rosatto – “Recuperação e descoberta de músicas na cultura digital”

 

Paloma Altran – “A coordenação de eventos como aspecto complementar à formação do profissional da informação”

 

Patrícia Cristina Oliveira – “Bibliotecas escolares: o bibliotecário, seu papel e as urgências do tema”

 

Robinson Almeida – Texto didático e hipertexto instrucional como conteúdo de acesso aberto em texto-papel, blog e livro didático digital nos vários espaços, tempos e contextos”

 

Rodrigo da Costa Aglinskas – “Seleção e censura em bibliotecas”

 

Vagner Rodolfo da Silva – “Biblioteconomia e política: luta de classes, acesso à informação e cidadania”

 

Roberta Gravina – “Relato de experiência: o primeiro ano da monitoria científica da FaBCI/FESPSP”

 

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parabéns aos palestrantes, e a toda equipe envolvida: Paloma Santos, nossa eterna e perfeita promoter, aos novat@s mas engajad@s Amanda Andrade, Tatiana Câmara, Guilherme Gomez, Laura Passos, Cinthia Vieira, Felipe Salles, Beatriz Araújo e aos já velhos-de-guerra mas muy jovens de espírito Patricia Oliveira, Anita Santos, Solange Alves Santana, Fábio Fernandes de Albuquerque e Robson Ashtoffen

biblio.lab 2011

[texto retirado do site da VI Semana Biblio ECA/USP]

ciclo de palestras de curta duração feita pelos próprios alunos (e também ex-alunos), sobre algum assunto que eles dominam, uma ideia que acreditam, um projeto que participam ou uma experiência pela qual passaram.

foi inspirado no projeto TED [sigla de Tecnology, Entertaiment e Design], que é um ciclo de palestras que acontece uma vez por ano na Califórnia, onde cada palestrante tem 15 minutos para mostrar a sua “idéia para se espalhar”. 

 

Agamenon Picolli Leite – “Escrita colaborativa on-line: mudando os processos de publicação acadêmica?”

 

Barbara Júlia Menezello Leitão – “Bibliotecários e censura: reflexões”

 

Fábio Fernandes de Albuquerque – “Divulgação científica e cidadania”

 

Otávio Rosatto – “Recuperação e descoberta de músicas na cultura digital”

 

Paloma Altran – “A coordenação de eventos como aspecto complementar à formação do profissional da informação”

 

Patrícia Cristina Oliveira – “Bibliotecas escolares: o bibliotecário, seu papel e as urgências do tema”

 

Robinson Almeida – Texto didático e hipertexto instrucional como conteúdo de acesso aberto em texto-papel, blog e livro didático digital nos vários espaços, tempos e contextos”

 

Rodrigo da Costa Aglinskas – “Seleção e censura em bibliotecas”

 

Vagner Rodolfo da Silva – “Biblioteconomia e política: luta de classes, acesso à informação e cidadania”

 

Roberta Gravina – “Relato de experiência: o primeiro ano da monitoria científica da FaBCI/FESPSP”

 

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parabéns aos palestrantes, e a toda equipe envolvida: Paloma Santos, nossa eterna perfeita promoter, aos novat@s mas engajad@s Amanda Andrade, Tatiana Câmara, Guilherme Gomez, Laura Passos, Cinthia Vieira, Felipe Salles, Beatriz Araújo e aos já velhos de guerra mas muy jovens de coração Patricia Oliveira, Anita Santos, Solange Alves Santana, Fábio Fernandes de Albuquerque e Robson Ashtoffen

Programa Livro Popular (Pré-Listagem para Bibliotecas Comunitárias)

Cordel
‘A realidade dos brasileiros que escrevem, imprimem, vendem e leem cordel é a pobreza, já que pertencem às classes sociais mais desprivilegiadas do Brasil. Ironicamente, porém, são aqueles que produzem um dos retratos mais divertidos dos brasileiros, pois tomam a si mesmos e suas vidas como exemplo para as histórias que transportam para os folhetos cordelianos. São, portanto, a memória e o registro de grande parte da realidade nacional brasileira’.

Mark Curran, Retrato do Brasil em Cordel, Ateliê Editorial, 2011


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Programa Livro Popular da Fundação Biblioteca Nacional / Ministério da Cultura, de certa forma está ligado a literatura de cordel, esse retrato ‘não-oficial’ do nosso país contada por cerca de 40000 folhetos desde o século XIX - parte da nossa contínua vertente periférica da literatura. Por isso, em homenagem a esses autores que fazem da sua própria existência sua poesia, tentei ainda que de forma incipiente realizar uma seleção prévia dos livros habilitados para o Programa, criando uma ‘listagem-guia’ de recomendações para as Bibliotecas Comunitárias contempladas.
Dos 10831 livros cadastrados, selecionei previamente 2100*. Cabe lembrar que a verba destinada para a maioria das Bibliotecas Comunitárias comporta cerca de 410 obras, se o preço dos livros for igual a R$10, que foi originalmente previsto no Programa. Por fim, há 150 obras destas que considerei como as ‘essenciais’; as listei separadamente também. Para ver o trabalho, acessem a RBBC [ diretamente aqui: livropopular_listaBCs.xls ] .

Em relação aos critérios de seleção, observei brevemente os seguintes:
1) ênfase à ‘literatura periférica’ [literatura de cordel, livros de novos ‘autores periféricos’]
2) seleção de clássicos [literatura, filosofia, sociologia, educação etc]
3) ‘obras de apoio’ aos responsáveis por bibliotecas [em relação a leitura, planejamento de projetos etc]
Tendo em vista o alto volume e o tempo exíguo para seleção dessas obras, não alcancei um trabalho sem falhas; espero ao menos ter entregue algo que sirva como um parâmetro inicial. Aliás, deve-se dar créditos ao Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas por realizar esse Edital de forma descentralizada, com a possibilidade de escolha do acervo pelas próprias bibliotecas envolvidas, algo inédito. Alguns aspectos que os responsáveis pela compra das obras devem atentar:
- Delimitar títulos a partir do público-alvo de seu ambiente e atentar a ‘BiblioDiversidade’. Para isso, deve-se observar faixa etária, interesses específicos da comunidade, por exemplo.
- Dar preferência para livros de autores e/ou editoras reconhecidamente competentes. Visitar os sites das editoras para ver detalhes sobre as obras é recomendável.
- Tentar estabelecer uma forma democrática de escolha dos livros é algo a ser pensado. Pelo pouco tempo para escolha [até dia 31/01, ao que parece] e a quantidade a ser escolhida [412 obras] pode ser um pouco difícil, mas, sendo criativ@, há como acolher diversas sugestões para a compra mais adequada desse acervo.
Não vou me estender muito - nesse caso quero ver a recepção do trabalho para poder lhes ajudar melhor a partir de um diálogo. 

Um abraço, e até mais!
Abraão Antunes da Silva

De cada 5 livros, escolhi 1; a mesma proporção está na lista de pré-selecionados para os que vierem a se basear nela.

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‘A linguagem não pode ser reduzida a um mero instrumento, pois tem a ver como a construção de nós mesmos enquanto sujeitos falantes. Quanto mais formos capazes de nomear o que vivemos, mais aptos estaremos para vivê-lo e transformá-lo’. 

Michele Pètit, Os Jovens e a Leitura

 

Cadastro de Bibliotecas Comunitárias

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Embora em 2010 tenha sido publicado o então inédito Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais coordenado pelo MinC e FGV, o número de Bibliotecas Comunitárias, por exemplo, é algo que nunca foi aferido oficialmente. A única menção, e aproximada, consta de uma pesquisa de 1991 do IBGE onde se mencionava 10.000 iniciativas desse tipo.

 

Um site com o formulário para cadastro foi lançado, e pode ser acessado pelo endereço http://www.bn.br/portal/?nu_pagina=127 ; há alguns detalhes sobre o cadastro também disponíveis n'outro site da BN, e também no BSF. Por enquanto a reportagem da CBN sobre o assunto é a mais completa sobre o que pretende ser feito com esse cadastro.

 

Aos que ainda não fazem parte da Rede Brasil de Bibliotecas Comunitárias, fica o convite para conhecê-la; essa semana chegamos a 800 membros, e, ainda em 2011, teremos efetivamente um projeto para montar nossa 'estrutura física'. Fica o convite também para participar de um debate sobre a construção de um Sofware Livre (Gratuito, Open-Source) para a Gestão das Bibliotecas Comunitárias, algo que pretende facilitar e orientar melhor o trabalho desenvolvido nessas experiências.

 

 

Versos para Liberdade

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O documentário, gravado na região do Capão Redondo (zona Sul da cidade de São Paulo) apresenta depoimentos de poetas e músicos que encontraram uma forma de expressar seu cotidiano. Do samba ao rap, das poesias inocentes de uma criança aos versos reflexivos sobre o cotidiano das favelas, esses artistas apresentam um pouco da história de suas vidas, e como os versos os libertaram das muitas formas de prisões que existem na periferia. [SP, 2010]

http://www.versosparaliberdade.com.br

 

--

 

Não tenho uma visão romântica e idealizada da periferia, mas também não me agrada a ideia de uma periferia violenta, desprovida de sonhos e esperanças. A periferia é ampla, não apenas na sua extensão geográfica, mas também nas suas possibilidades culturais. Geração após geração a cultura na periferia vai se transformando, assimilando outras culturas e criando novas formas de expressão. 

Como resposta as possíveis normatizações do discurso, "novos grupos" buscam não apenas a reflexão dos espaços sociais que vivem, mas usam suas próprias experiências de vida para contestar as estruturas que sustentam o sistema (presídios, policia, governo, família, etc).

Minha pergunta era simples: o que leva as pessoas, moradoras de favelas, colocadas a margem da sociedade, muitas vezes com dificuldades de leitura e escrita, a produzirem poesia e música? As histórias assim como os desejos de cada indivíduo dentro da periferia não são únicas, mas uma resposta, ainda que não pronunciada diretamente se faz presente: a necessidade de expressar os fatores externos que impossibilitam sua existência.

Se a palavra sociedade compreende no seu entendimento a noção de agrupamento das pessoas que compartilham os mesmos ideais, a periferia e suas diversas formas de organização estão colocadas à parte de um sistema maior que a engloba. As oportunidades de desenvolvimento humano em nossa sociedade não são igualitárias, restando para os excluídos apenas os versos como munição contra um sistema que se impõe e oprime suas subjetividades.

[Cícero Rodrigues - direção / edição]

 

 

aviso


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a estrutura é 'bem menos bela', mas por enquanto o espaço de compartilhamento de conteúdo mais atualizado que tenho encontra-se em: http://abrapira.tumblr.com . lá tem parte do que armazeno na minha conta do delicious, mais alguns conteúdos audiovisuais aleatórios.

reservarei o posterous para textos próprios que demandem mais tempo em sua elaboração. [textos pretensamente pósteros].

 

 

Uakti

A segunda parte desse especial pode ser vista aqui.

"METADE DEUS. METADE DIABO. Na exata e mineira medida, como é a vida. Num único espaço e tempo estão juntos porque necessariamente diferentes e necessários um ao outro: não há vida sem morte, prazer sem dor, sim sem não, princípio sem fim, agudo sem grave, veloz sem lento, grande sem pequeno. Deus sem Diabo.

Tudo é metade e o contrário da outra parte, diferente para fazer a unidade do que é contrário. Foi escutando o UAKTI que aprendi o que sempre me recusei a aceitar: que todo diferente é, no fundo, parte de um mesmo igual. 'Yin' e 'Yang'. Deus e o Diabo, num empate aceito pelos dois, eis o mistério. Negado em todas as partes, mas não em Minas Gerais, onde o empate é reconhecido no se, no talvez, no não sei se sim ou se não, na indefinição que define todo o saber e fazer. Em Minas o normal é o empate. O desempate é puramente provisório.

Minas Gerais, um estado particular e único do Brasil. Central, no meio de tudo, com extremos, mas sem se definir. Um lugar onde a vida e a morte conversam todo o tempo sem se despedir. Terra de Milton Nascimento, de João Guimarães Rosa e do UAKTI, sem mar, mas com imensidão. Terra onde a liberdade foi esquartejada na Inconfidência Mineira de Tiradentes no século 18, mas permanece de corpo inteiro. O lugar onde a liberdade dura ainda que tardia. Enfim, o mistério.

Foi lá que nasceu o UAKTI e só poderia ser. Quatro anjos vertidos em demônios entraram na música e fizeram uma grande filosofia pela via das notas, do estalo, do contraste, do espanto, da doçura e da violência sem limites do som que ultrapassa todas as barreiras. Transcenderam o tempo e o espaço, rescreveram Einstein por cima de toda relatividade. Foram tão acima de tudo que tiveram que inventar até os instrumentos. E inventaram como Deus fez no começo e o Diabo ajudou. Deus inventou a humanidade, o UAKTI inventou o instrumento da música.

Não se pode entender o UAKTI sem se levar esse choque do totalmente Deus e totalmente Diabo, uma coisa que todo mineiro entende e aqueles que podem praticam.

O fim do mundo está no começo e o UAKTI é esse Verbo".

Herbert de Sousa [Betinho] foi sociólogo.

[Extraído de: RIBEIRO, Artur Andrés. Grupo uakti. Estud. av., São Paulo, v. 14, n. 39, Ago. 2000.]

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Panorama e Perspectivas para as Bibliotecas no Brasil

Esse post, um dos raros desse blog, é dedicado ao "Bloguinaço em Defesa da Rede de Bibliotecas Comunitárias da Região Metropolitana do Recife". Veja o vídeo abaixo para maiores detalhes sobre tal 'movimento digital'.

A ajuda à Rede pode ser em forma de doação de equipamentos, trabalho voluntário ou apoio financeiro. Para depósitos: Caixa Econômica Federal / Conta corrente número: 544-5 / Agência: 2193 / OP: 003. Mais informações pelos telefones (81) 3244-3325 / 8850-5507.

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Creio que, no Brasil, seja perceptível um crescente fortalecimento de iniciativas da sociedade civil no plano literário. Projetos como a Cooperifa, em São Paulo, a Rede de Bibliotecas Comunitárias do Recife, conseguiram aos poucos se firmar, tendo assim uma continuidade que, espero, possa vir a auxiliar também na criação de uma verdadeira 'política de leitura do mundo', construída em conjunto entre os diferentes envolvidos nessa teia artística.

Em São Paulo, a partir dessa quinta-feira, dia 19/08/2010, teremos o III Seminário Internacional de Bibliotecas Públicas e Comunitárias e o III Fórum do PNLL. O simples fato de se agregar esferas governamentais distintas (estadual & federal ; educação & cultura) já seria algo a ser valorizado; a inserção de algumas iniciativas na área de Bibliotecas Comunitárias, ainda que por ora seja de baixa incidência, é um esforço a ser considerado; sinal de reconhecimento para com esses verdadeiros Transformadores Sociais da peri phereia.

Ainda no plano dos eventos, pode-se destacar o começo de aproximação que o Sistema Municipal de Bibliotecas Públicas de São Paulo fez no primeiro semestre desse ano. Com o tema "Ações de leitura, bibliotecas e comunidades", o cotidiano de aproximação entre as bibliotecas paulistanas e o seu entorno nos foi apresentado - se quiserem, podem conferir por aqui parte do que lá foi mostrado. Foi importante verificar que o Sistema tem a preocupação de, ao menos, tentar se aliar as "Bibliotecas Agregadas", como são descritas no decreto que possibilita atividades conjuntas, nessa área, entre o Estado e os seus governados. Na ocasião, o Secretário de Cultura, Carlos Augusto Calil, chegou a mencionar que a criação de algo na linha do VAI (programa cultural específico para pessoas físicas, visando facilitar o fomento de atividades culturais pelo público de baixa renda), que atendesse especialmente as Bibliotecas Comunitárias, não seria uma má idéia. Esta aí uma boa sugestão sobre o assunto.

Na semana que vem, no Recife ocorre o 8º Festival Recifense de Literatura - a Letra e a Voz, que irá abordar o tema de Redes de Leitura e Políticas Públicas, contando com experiências de 'culturas periféricas' em meio a sua programação: Ferréz vai representar a experiência paulistana, e o pessoal da Rede de Bibliotecas Comunitárias do Recife também é parte integrante dessa empreitada. A cidade do Recife, aliás, tem no 'Programa Manuel Bandeira de Formação de Leitores' um exemplo estimulante para políticas públicas na área de leitura; vale a pena conhecer mais sobre ele.

A academia não está fora desse contexto. A crescente produção sobre o tema 'Bibliotecas Comunitárias' pode ser uma continuação do temário 'Bibliotecas & Sociedade', anteriormente iniciado em várias escolas de Biblioteconomia, Brasil afora. Tivemos a chance de criar uma rede social de apoio a essas iniciativas, a Rede Brasil de Bibliotecas Comunitárias (RBBC), e, por ora, além de contarmos com diversas discussões e articulações entre os seus membros, além de fotos e vídeos desses espaços culturais, conseguimos começar a delinear uma linha de pesquisa sobre o assunto, tendo bolsistas para atualização e acompanhamento da RBBC, na USP e na UNIRIO. Oxalá tudo isso seja só o começo.

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Pra acabar, vou deixar alguns 'pitacos', tendo em vista ações e políticas recentes na áea de leitura & bibliotecas. 

O Governo, mais uma vez, acenou para a possibilidade da criação de um novo órgão semelhante ao extinto Instituto Nacional da Leitura - o INL - que, lembremos, foi trucidado na breve era Collor. Acredito que deva ser pensada para tal agência uma nova estrutura, articulada diretamente às exigências da sociedade civil, e que perspasse as perspectivas de produção, acesso, distribuição e, pq não, também a 'apropriação' da leitura (impressa ou digital) por parte do público. Temas emergentes como a literacia (letramento, para alguns) podem nos mostrar trilhas ainda não devidamente exploradas por nossas políticas; há muito aqui a se discutir.

Para não perdermos a chama que urge hoje no 'imaginário popular', deve ser eleborada uma política de fomento específico para iniciativas de pessoas físicas na área de leitura, e também a devida preparação técnica para proposição de projetos por parte desse público, bem como a criação de uma estrutura de acompanhamento das iniciativas contempladas. Hoje vemos um pouco disso, como já disse acima, em projetos como o VAI, em São Paulo, ou nas oficinas de capacitação que o MinC vem desenvolvendo no país, ao mesmo tempo em que vários editais para Bibliotecas Comunitárias e Pontos de Leitura tem sido abertos.

Por fim, é urgente que criemos uma estrutura significativa para o planejamento e realização de políticas em relação aos sistemas de bibliotecas no Brasil. A elevação administrativa do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas é necessidade premente; e um plano de articulação entre os diferentes sistemas de bibliotecas é uma idéia que também poderia ser discutida numa eventual Conferência de Políticas Públicas para Bibliotecas no Brasil - recentemente houve uma 'Pré-conferência Setorial de Leitura', na qual a Fundação Biblioteca Nacional participou, ressaltemos.

Acima de tudo, acredito que são boas as perspectivas para as bibliotecas no país. O censo do Minc e da FGV sobre as Bibliotecas Públicas Municipais, se devidamente continuado e aperfeiçoado (para ficar nos moldes de estudos semelhantes realizados nos Estados Unidos, por exemplo) é um bom guia para o acompanhamento dessa área no Brasil. Poderia haver, por exemplo, a criação de um canal governamental, mesmo que virtual, para uma ampla divulgação e discussão sobre experiências na área de leitura - com a participação dos bons exemplos nacionais ainda não devidamente divulgados e discutidos - casos do Sistema de Bibliotecas Públicas de São Paulo, a Rede Escolar de Bibliotecas Interativas de São Bernardo do Campo, o já mencionado Programa Manuel Bandeira de Formação de Leitores, no Recife, ou mesmo no plano internacional, o programa BiblioRedes do Chile

A área de Bibliotecas Universitárias, que conta hoje com o evento melhor estruturado na área de Biblioteconomia no país (o SNBU), poderia agregar muito às políticas a serem pensadas nessa área. Das Bibliotecas Comunitárias, devemos assimilar a energia criativa, muitas vezes voluntária, de seus organizadores e articuladores. Nesses espaços é a 'ação cultural' que age como norteador, e isso é o que devemos ter em mente na elaboração de nossas políticas para leitura e bibliotecas no Brasil

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Esse post acabou ficando maior do que eu planejava... Agradeço a você que chegou ao fim dessa 'aguda elucubração'; em breve, tentarei nesse espaço tratar algumas das questões citadas acima.

 

A trajetória de Johanna Smit (Um 'post-homenagem')

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Profª Johanna Smit, ainda aluna na ECA/USP, em 1968


Uma das personagens mais queridas do Departamento de Biblioteconomia na ECA/USP, a professora Johanna Smit, participou do Trajetória na TV USP - 'um programa sobre a memória viva dos professores e pesquisadores da Universidade de São Paulo'.

Abaixo, coloco os vídeos dessa entrevista para conhecimento dos demais alunos da área. Vale a pena conhecer mais sobre essa pesquisadora, referência nacional nos campos de arquivos e documentação audiovisual. 

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Babel

Já faz quase um mês que não atualizo esse espaço, então decidi colocar aqui um certo 'chavão' em blogs de Biblioteconomia: belas imagens de belas bibliotecas. Aproveitei-me de uma reportagem da Revista Piauí, que versava sobre o clássico texto de 'A Biblioteca de Babel', do hermano Borges - há um link para aqueles que ainda não o viram, abaixo.

'No conto "Biblioteca de Babel", Jorge Luis Borges usa a biblioteca como metáfora do universo e da realidade a ser decifrada. Umberto Eco pegou o fio da meada do escritor argentino para sugerir que se devolva a escala humana às catedrais dos livros. O ensaísta italiano teme o cenário apocalíptico em que o manuseio de um volume venha a ser substituído, por questões de economia e segurança, por algum dos muitos formatos digitalizados já em uso. Em algumas bibliotecas, o processo de localização física de uma obra já se tornou tão complexo que é preciso, quase, aprender a navegar por GPS, escreve Eco. A romaria da humanidade a bibliotecas arrefeceu consideravelmente, no mundo todo, com o advento da era digital - nos Estados Unidos, entre 1978 e 2004, a circulação de obras retiradas em bibliotecas caiu pela metade. Mas a liberdade de acesso público ao universo dos livros, iniciada nos tempos romanos em contraposição ao uso privado das bibliotecas da Grécia antiga, continua sendo uma das grandes conquistas da civilização. Eis alguns desses templos de leitura'. (Retirado da Revista Piauí, ed. 22, julho de 2008)

Abaixo as imagens que constaram na reportagem cujo título, assim como o desse post, é 'Babel'.


 Real Gabinete Português de Leitura - Rio de Janeiro, Brasil.

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Entrevista com Michèle Petit, autora de 'A arte de ler'

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Numa das muitas histórias sobre grupos de leitura em regiões em conflito reunidas em "A arte de ler" (editora 34, tradução de Arthur Bueno e Camila Boldrini, R$ 42), a antropóloga francesa Michèle Petit conta o caso dos bibliotecários da Comuna 13, um conjunto de bairros pobres na periferia de Medellín. No fogo cruzado entre guerrilheiros das FARC e paramilitares colombianos, a biblioteca se transformou em ponto de encontro (e, muitas vezes, em abrigo) para jovens da vizinhança, que encontravam nas atividades promovidas pelos funcionários e nos livros disponíveis nas estantes um refúgio momentâneo para a brutalidade da rotina.

A história pode sugerir uma visão um tanto romântica da cultura como antídoto para a barbárie (impressão reforçada pelo subtítulo do livro, "Como resistir à adversidade"), mas Michèle Petit argumenta, em entrevista ao GLOBO, que o trabalho de pessoas como os bibliotecários de Medellín nada tem de ingênuo: "eles sabem que a literatura não vai reparar as violências ou as desigualdades do mundo, mas observam que ela oferece um apoio notável para colocar o pensamento em ação, para provocar o autoquestionamento, suscitar um desejo, uma busca por outra coisa", diz.

"A arte de ler" relata experiências desenvolvidas por mediadores de leitura em "espaços em crise" — locais afetados por confrontos armados, catástrofes naturais, pobreza e migrações forçadas — em diversas regiões, mas sobretudo na América Latina (inclusive no Brasil). Nestas situações, sugere a autora, mais importante que a interpretação do texto é o encontro ao redor do livro: a leitura funciona como um catalisador para discussões em grupo sobre questões (pessoais ou coletivas) despertadas pelas obras.

Autora de "Os jovens e a leitura" (publicado também pela editora 34), no qual reflete sobre os desafios da tão debatida "formação de leitores", Michèle critica nesta entrevista a forma como o tema costuma ser abordado ("Certos discursos de glorificação da leitura dão vontade de jogar videogame!", brinca) e defende que as situações extremas relatadas em "A arte de ler" podem inspirar novas abordagens para a difusão da leitura.

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"A arte de ler" fala de experiências de leitura em locais que a senhora chama de “espaços em crise”, sobretudo na América Latina. Por que escolheu esses lugares e que tipo de atividade encontrou neles?

MICHÈLE PETIT: Há muito tempo observa-se que a leitura ajuda a resistir às adversidades, mesmo nos contextos mais terríveis. Mas a maior parte daqueles que deram testemunho disso estavam imersos desde a infância na cultura escrita. As experiências que me interessaram na América Latina reúnem crianças, adolescentes ou adultos com pouca escolaridade, vindos de famílias pobres, que cresceram longe dos livros. Por exemplo: na Colômbia, jovens saídos da guerrilha ou de grupos paramilitares, toxicômanos, soldados feridos, populações desalojadas; na Argentina, mães de crianças pequenas em situação de extrema pobreza, jovens que sofreram abusos ou vítimas de catástrofes naturais. Essas experiências literárias compartilhadas se desenrolam em espaços de liberdade, sem registros escritos nem controle de presença, sem preocupação com rendimento escolar imediato nem resultados em termos quantitativos. O dispositivo é aparentemente muito simples: um mediador propõe suportes escritos a pessoas que não estão acostumadas a eles, lê alguns em voz alta, e então um relato ou um debate surgem entre os participantes. Os textos lidos despertam seus pensamentos e palavras. Não porque esses textos evoquem situações próximas das que eles viveram. Aqueles que têm um efeito "reparador" são em geral até muito surpreendentes. Através de um conto ou poema qualquer escrito do outro lado do mundo, eles leem páginas dolorosas de sua vida de forma indireta, falam de sua própria história de outra maneira, e conseguem compartilhá-la.

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O primeiro voo da harpia

(download)

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Um trecho das inúmeras Jams feitas na Kasona.

 

a harpia nasce

alimenta-se e cresce

floresce em si a vontade de voar

planar

 

a harpia faz-se

bate as asas

no equilíbrio infinito de um céu azul

com desenvoltura, postura

o primeiro voo da harpia

Livros Animados

Nesse fim de ano, como bom bibliotecário que sou, dei alguns livros para os meus sobrinhos no Natal. O que mais chamou a atenção deles foi um semelhante ao do vídeo acima - bem menos sofisticado, aliás. E ele quase foi 'destruído' pela quantidade de vezes que eles mexiam e remexiam nas suas ilustrações.

Acho que qualquer iniciativa no sentido de fomentar a leitura dos mais jovens é válida, e esse tipo de publicação acaba com o pensamento dos jovens de que os livros são artefatos ultrapassados e desnecessários. Nada contra o tablet da Apple, mas podemos muito bem viver num mundo onde além dos e-books tenhamos acesso aos queridos descendentes dos incunábulos.

Aqui um exemplo criativo de arte animada com papel:

Esse vídeo foi originalmente postado no 'Drawn! Illustrations & Cartoon Art', um ótimo blog - que eu recomendo.

clipping de twetts - outubro/2009 a janeiro/2010

Olá,

Depois de uma breve pausa, eis aqui a terceira edição do 'clipping de twetts', no qual coletei 'micro-posts' de outubro de 2009 até janeiro de 2010.

As divisões para os links são: 'acadêmicos', 'arte / cultura', 'digitais', 'biblioteconomia'  e 'leitura e bibliotecas'.

Uma boa leitura, e um bom começo de 2010 a todos!

[de @abrapira]

 

ACADÊMICOS - Links variados sobre o universo acadêmico - em especial o universitário

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[acima, uma das imagens científicas mais impressionantes de 2009 (via @l3iia)]

''A construção do conhecimento é um processo colaborativo''. Entrevista especial com Ladislau Dowbor - http://bit.ly/4X4OcW (via @Biblioteconomia)

Divulgação científica na área de humanas tem poucos avanços no país http://is.gd/5r9Vb (via @casadaciencia / @RHBN)

SciELO adota Creative Commons para atribuição de acesso e uso - http://bit.ly/7OA70n (via @paulacarina / @abrapira)

Site novo do @rodaviva no ar com cerca de 200 íntegras. Venha assistir a sua entrevista favorita http://www.tvcultura.com.br/rodaviva (via @tvcultura)

Um espaço para vídeos de ciência - http://bit.ly/8gOkwE (via @abrapira)

12 instituições acadêmicas experimentam o novo Portal de Periódicos da Capes, disponível em http://migre.me/bgj3 (via @bibliofflch)

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Wislawa Szymborska

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AS TRÊS PALAVRAS MAIS ESTRANHAS

Quando eu falo a palavra Futuro
a primeira sílaba já pertence ao passado.

Quando eu falo a palavra Silêncio,
destruo-o.

Quando eu falo a palavra Nada,
crio algo que nenhum não-ser comporta.

[Retirado da Revista Piauí, v. 8, n. 1 (maio/2007)]
[Tradução conjunta de Sylvio Fraga Neto e Danuta Haczynska de Nóbrega]

clipping de twetts - setembro 2009

Olá,

dou continuidade ao 'serviço' começado no mês passado, com a segunda edição deste 'clipping de twetts'. tentei manter um número aproximadamente igual a primeira vez, mas se tiver links demais me avisem, pra eu poder filtrar ainda mais tal conteúdo.

As divisões mudaram só um pouco, e são as seguintes: 'acadêmicos', 'arte / cultura', 'biblioteconomia', 'digitais' e 'leitura e bibliotecas'.

Recebi alguns elogios que me fizeram continuar com isso, agradeço a todos pelo incentivo dado. Se ainda tiverem sugestões para o blog, deixem um comentário, por favor.

Até mais! [@abrapira]

 

ACADÊMICOS - Links variados sobre o universo acadêmico - em especial o universitário

A morte iminente da Universidade http://bit.ly/3ZqpBr  (via @moreno)

Comunicação científica, Divulgação científica e Web 2.0 - http://ow.ly/kSak (via @alegaldo)

Reinventando a publicação acadêmica online. Parte I: Rigor, relevância e prática - http://migre.me/8eBq (via @moreno / com tradução colaborativa também de @Dora_ e @gustavohenn )

 

ARTE / CULTURA - Links para conteúdos artísticos e culturais diversos

Enter - Antologia Digital // Encontrando uns e redescobrindo outros. Pra ser visto/lido aos pouquinhos. http://migre.me/5AZJ (via @dgcunha)

Exposição traz obra do fotógrafo Cartier-Bresson http://bit.ly/I0eVQ ['Referência obrigatória pra qm gosta d fotografia'] (via @abrapira)

MinC divulga primeiro Anuário de Estatísticas Culturais do País - http://migre.me/6GqI #minc #cultura (via @abrapira)

Site IMS: Se vc quer conhecer a história da música brasileira acesse nosso acervo. Mais de 28 mil músicas disponíveis: http://migre.me/8299 (via @imoreirasalles )

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